domingo, 16 de junho de 2013
Situação didática - Elementos da Narrativa
Situação didática - Desenvolver a competência leitora
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Amor e leitura
Era uma vez uma menina que queria aprender a ler, porém seus pais eram analfabetos, e não sabiam nem por onde começar. Quando chegou à época de ir para à escola, foi uma alegria só. Muitas expectativas, uniforme, materiais, tudo checado, e lá foi ela, nervosa, mas feliz. Ao chegar na escola - nunca havia ido lá, e nem conhecia ninguém daquele lugar- por isso ficou parada, estática, sem saber o que fazer. Foi então que a professora se aproximou perguntou seu nome e a levou para a sala de aula. Nesse momento, seu sonho estava iniciando. Conheceu primeiramente as letras, depois as sílabas, aos poucos as palavras. Nunca irá esquecer, aquele livro: "Caminho Suave". Apalpou o livro, cheirou, folheou, observou os desenhos. E queria aprender a fazer o mais rápido possível. Lá pelo meio do ano, já sabia muitas palavras, como: Abacate, barriga, carro, mala, entre outras. Nunca mais esqueceu aquela professora, que com todo amor, carinho e paciência, a ensinou a ler e escrever.
Ao final no primeiro ano, com muito orgulho, recebeu a notícia que tanto esperava, havia passado de ano com louvor e dedicação. E assim, dando sequência a sua vida escolar, cresceu e tornou-se uma leitora assídua, lendo um livro por semana aproximadamente; foi a muitos lugares sem sair do lugar. E esse amor pela leitura foi passado de mãe para filhos.
sábado, 8 de junho de 2013

Numa ilha perdida me encontrei
Aprendi a ler e a escrever aos 6 anos de idade, em casa com a minha mãe, que só tinha a 2ª série, mas que me ensinou o que sabia. Ao longo das séries iniciais só tive contato com livros didáticos. A cartilha Caminho suave, por exemplo, li inteira assim que a recebi. Até que na quinta série, pela primeira vez, pois na escola em que eu estudava não tinha biblioteca e por isso tínhamos que comprar os livros solicitados pelos professores, minha mãe comprou um livro que seria usado em uma atividade.
Além dos textos escolares, lia também as cartas que recebia de minha avó, que morava em Belo Horizonte. Depois que eu aprendi a ler e a escrever, minha mãe nunca mais escreveu um bilhete sequer para ela, era sempre eu.
A professora (Rubinalva) pediu que fizesse o resumo do livro. Para minha mãe conseguir comprá-lo foi uma luta! Naquela época (anos 80s), a situação financeira em casa não era muito boa. Tenho em minha memória a alegria ao receber o exemplar com aquele cheirinho que só livro novo tem!!! E lembro-me também de ouvi-la dizer: "cuide deste livro que foi caro!"
O pior da história é que o livro (A ilha perdida de Maria José Dupré) só foi comprado às vésperas da entrega do trabalho. Consegui lê-lo, pude pela primeira vez, viajar junto com as personagens da história por uma ilha perdida, mas não consegui preparar o trabalho para entregá-lo a tempo. Naquela época, os professores eram bem menos tolerantes que hoje, a professora não quis recebe-lo fora do prazo. Fiquei sem a nota. Mas tenho o livro guardado até hoje, pois ele representa o suor, as lágrimas e o sacrifício dos meus pais em me educar. Ele já não tem mais o mesmo cheirinho, mas tem guardado em suas páginas toda emoção que eu senti ao ganhar o meu primeiro livro de aventura.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013

É com certa nostalgia que falo sobre minhas experiências de leitura, sou de uma família numerosa e os livros que nós possuíamos eram repassados para nós por um tio que incentivava muito a leitura.
Eu sempre fui fascinada por histórias mesmo quando não sabia ler, ficava horas e horas folheando os livros. Minha avó que aprendeu a ler e escrever a Língua Portuguesa sem nunca frequentar a escola, pois ela veio da Áustria para o Brasil já adulta, fazia a leitura para nós e eu viajava através das palavras a mundos irreais, era muito mágico.Ela tinha uma coleção chamada "'Mundo da Criança"' e todos os dias selecionava uma história para fazer a leitura.Minha Avó foi a grande motivadora para que eu desenvolvesse o prazer que a leitura pode oferecer.
O livro "' O Meu Pé de Laranja Lima''é outra marca muito importante da minha infância eu acho que li este livro pelo menos três vezes e ainda hoje me emociono ao falar dele. Outra experiência inesquecível foi quando na sexta série meu professor de português exigiu a leitura do livro "'Urupês"' do Monteiro Lobato, fiquei muito irritada porque não conseguia entender a linguagem do livro, mas mesmo assim li(decodifiquei).
Na data marcada, ele nos surpreendeu quase que traduzindo aquilo que para nós era incompreensível, foi muito marcante e este se tornou um dos meus livros prediletos. Nunca me preocupei em fazer leitura apenas de livros clássicos na verdade sempre li tudo que estivesse disponível pelo simples prazer de ler.


